Despesa com pagamentos de Seguro Desemprego e Abono Salarial cai 7%

A despesa do Governo Federal com o pagamento de abono Salarial e do seguro desemprego de janeiro a agosto caiu em torno de 7% em relação ao ano anterior, segundo divulgação do Governo Federal. Se considerado apenas o mês de agosto, a despesa foi de 4,3 bilhões com o pagamento dos benefícios, o que representa uma queda de 55% em relação ao mesmo mês doano passado.

Apesar disso, a previsão é que o acumulado do ano encerre o ano com a despesa para o Governo Federal de R$ 48 bilhões, uma redução de R$ 6 bilhões, se comparado ao ano de 2019.

Despesas do PIS/PASEP

Despesas do PIS/PASEP

Parte da redução desse valor é resultado dos esforços do Governo Federal para redução dos gastos para encerrar o ano de 2019 dentro do orçamento previsto. Uma das medidas importantes para essa conquista foi a medida do Governo Federal para tornar mais restrito o acesso ao seguro desemprego, que representava uma despesa representativa do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.

Queda também nos investimentos do Governo Federal

Outra medida importante para a redução nos gastos do Governo Federal foi o controle de gastos do PAC. Estima-se que os investimentos no Programa de aceleração ao crescimento tenham reduzido em cerca de 35% no ano de 2019. Investimentos em infraestrutura, que por um lado, são essenciais para o país retomar o crescimento, representam uma despesa significativa para o Governo Federal conseguir conciliar em seu orçamento.

Os investimentos no Programa Federal Minha Casa Melhor (MCMV) também sofreram cortes, para o ajuste das contas, que chegou a 25%, ou seja, aproximadamente 2 bilhões de reais.

Até então, o acumulado das contas do PAC, somados aos financiamentos do Minha Casa Minha Vida já tiveram uma redução de 32,6% em relação ao mesmo período de 2014, além dos cortes em programas associados, como o cartão Minha Casa Melhor, o financiamento de até R$ 5.000,00 para compra de mobiliário residencial para os beneficiados do Minha casa Minha Vida, já que esse programa apresentou alto índice de inadimplência dos beneficiados.

Fim dos programas está descartado

É fato, porém, que apesar dos cortes por parte do Governo Federal para redução dos gastos no orçamento da União, o fim dos programas assistenciais principais do Governo Federal está descartado.

Programas como o Bolsa Família, Abono Salarial, ou seguro desemprego podem se tornar mais restrito se a crise se tornar mais profunda, com mudanças nas tabelas de pagamento, como ocorreu com o calendário do PIS, mas os programas são muito amplos e reconhecidos pela população.

O corte de algum desses benefícios traria, não só um baque eleitoral para a atual gestão, como traria um impacto econômico muito representativo para o Governo Federal

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